Tem almoço grátis aí?

Até hoje não ficou claro o que quer o tal Movimento Passe Livre.

Essa luta por gratuidade geral no transporte público não pode ser séria, pode? Não é ingênua demais?

Já dizia Milton Friedman (e nem precisaria): “There ain’t no such thing as a free lunch”, ou, simplificando: não existe almoço grátis. O que quer dizer que, para ônibus e metrô circularem, alguém precisará pagar por eles. O Governo? Mas governos não tem dinheiro, e o dinheiro conhecido como “público” nunca passou de ficção, já que provém da cobrança de impostos. Se os governos assumissem integralmente o custo do transporte público, adivinhe quem realmente o estaria bancando. É óbvio! Todos os pagadores de impostos, inclusive os próprios usuários do transporte público. A única diferença é que os custos não seriam pagos diretamente, na forma de “passagens”. Só! Pior ainda: tal medida reduziria benefícios de pessoas realmente necessitadas.

Hoje, em São Paulo, idosos, deficientes e estudantes de baixa renda já não pagam diretamente pelo transporte. O custo da “gratuidade” é assumido pelos governos (com o dinheiro arrecadado da população, inclusive dos próprios beneficiados) e pelos demais passageiros. Ou seja, se o transporte passasse a ser integralmente “gratuito”, os custos seriam integralmente repassados aos contribuintes, através da criação ou aumento de impostos (ou remanejamento de verbas de outras áreas, saúde e educação, por exemplo).

Não há almoço grátis. Dinheiro “público” não cai do céu. Simples? Não para o MPL.

E o que mais poderíamos esperar de um grupo que, com o pretexto de lutar pelo passageiro, impede ônibus de circular? Coerência, certamente não.

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