Surrealismo na Capital

Ontem, 12 de setembro, foi um dia de sentimentos contraditórios.
Cunha foi cassado – assim como a Dilma – por conta do menor de seus delitos, e saiu do plenário da Câmara em liberdade. Muitos, como eu, comemoraram a cassação pela perda do foro privilegiado, mas isso não deveria ter qualquer relevância, deveria? Ou melhor, ser julgado pela Suprema Corte não deveria ser considerado um privilégio.
Do outro lado, em cerimônia cheia de discursos severos e corretos, a Presidente do STF – aquele tribunal, que até hoje não julgou nenhum dos políticos criminosos da Lava-jato – tomava posse. Ao seu lado, fazendo cara de que não era com ele, Renan Calheiros, o mesmo que, dizem, possui uma dezena de processos engavetados lá. Na plateia, como convidado, Lula, o patrono da presidente empossada e que dispensa maiores apresentações. Uma cena surreal.
É… Não há dúvida de que o impeachment da Dilma e a cassação de Cunha foram eventos moralizadores. Mas seriam marcos para um novo tempo, ou apenas eventos isolados em meio ao perene mar de lama?
A conferir…

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