Pelada para escrever. Puro prazer!

Para mim, escrever é como jogar futebol, quando eu ainda era capaz, nas peladas de outrora. A gente ia porque queria ir, idealizava as jogadas, se esforçava para executar o que havia idealizado, errava, tentava novamente, cansava, às vezes até se machucava, mas fazia tudo única e exclusivamente pelo prazer de fazer. E, quando a partida acabava, por melhor que tivesse sido o desempenho (que, aliás, nunca foi grande coisa), nada da tal sensação de dever cumprido. Não era dever. O que sobrava, depois da cerveja, era só a saudade prematura do que havia acabado de acontecer, e a expectativa pela próxima pelada.

Hoje, vejo que minha escrita segue o mesmo roteiro, porém com uma diferença: quando acaba, não acaba totalmente. Sobra o que foi escrito, o livro. O hobby materializado. E um problema: o que fazer com ele? Publicá-lo, responderia a maioria. Não é para isso que se escreve?

A afirmação-pergunta sai naturalmente, óbvia, mas a resposta decepciona. Não, não é para isso que se escreve. Escreve-se para distorcer o mundo, para criar universos, urdir enredos e viver personagens, escolher palavras, montar frases, testar modelos, decidir pela linguagem, estrutura, ponto de vista narrativo. Escreve-se por escrever-se, fim em si mesmo. Mas, como foi dito, um dia acaba e, acabado, resta a obra… E ela fica lá, olhando para a gente com aquele olhar pidão. Um livro terminado; e incompleto, porque fora de lugar.

Publicá-lo… Vá lá.

Maga, é o título principal. O texto, um exercício de linguagem jovem, atual, quase adolescente – como eu, quando jogava bola. Narração em primeira pessoa, porque a acreditei mais desafiadora, e trama ambientada em Sampa, tão desafiadora quanto. Gênero? Difícil definir em uma palavra. Fantasia? Decididamente, não. Crime e mistério? Poderia ser, se acrescentada uma pegada chic-lit. É, talvez fosse uma boa definição. Leve, certamente. Não a definição, mas o conteúdo. Nada que possa escandalizar, nem mesmo os leitores mais sensíveis. Leitores? Veja só…

Pois, então, meu livrinho está publicado, em forma de e-book, e é encontrável na estante virtual da Amazon brasileira, ao alcance de um clique (veja o link, abaixo). Agora, sim, em seu lugar. Quanto a mim? Não, eu não pendurei as chuteiras. E já estou no meio de outra pelada, tão divertida quanto a anterior.

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