Cronut. Vai encarar?

Passear por Nova Iorque geralmente significa queimar calorias em longas caminhadas; e ganhar muitas outras experimentando a extensa variedade gastronômica que a cidade oferece. Não é incomum voltar da viagem com uns quilinhos extras, adquiridos com frutos do mar, ribs, hambúrgueres, muito bacon, cerveja e – é claro – doces. Como se vêem doces tentadores por lá! E o verbo (pelo menos o inicial) é esse mesmo, “ver”. Guloseimas feitas para seduzir pela visão, e levar os olhos a convencer o cérebro. Não há quem possa passar incólume pelas vitrines provocantes e repletas nas inúmeras bakeries espalhadas pelos quatro cantos da cidade.

Duas delas já viraram passagem obrigatória para qualquer turista: a Carlo’s Bakery (do reality televisivo Cake Boss) e a Magnólia Bakery (conhecida principalmente por seus cupcakes), ambas já espalhando filiais mundo afora. Além dessas, entretanto, existem muitas outras, inclusive redes de lojas de doughnuts, e todas parecem excelentes, o que torna difícil destacar-se na multidão – e passar a ser disputada por clientes ávidos, como as duas citadas. Difícil, mas não impossível. Foi o que provou a Dominique Ansel Bakery, a mais nova sensação da área.

Experiente e premiado, o Chef francês Dominique Ansel abriu no SoHo sua primeira – e única – loja, em 2011. O negócio já andava bem, até que, em 2013, uma de suas criações projetou-o ao estrelato: o Cronut, resultado de uma combinação das receitas de croissant e doughnut.

A estratégia adotada para produção e venda dessa novidade ancorou-se na originalidade do produto, na raridade e na confecção cuidadosa. O Cronut é produzido apenas artesanalmente e em pequenas quantidades, o que parece atiçar a curiosidade dos consumidores e provocar ainda mais a demanda. E a estratégia deu certo, já que, desde então, uma fila constante de clientes ocupa as dependências da pequena bakery.

Àqueles que se dispõem a encarar a espera na fila – que não é das mais demoradas -, é permitido comprar até dois Cronuts por pessoa, não mais, já que são postos à venda apenas 350 doces por dia, fresquinhos. Aliás, o frescor é uma característica importante destacada pela bakery, que recomenda consumir o produto dentro de, no máximo, oito horas a partir de sua fabricação.

Atualmente é possível fazer reservas de Cronuts on-line, mas lá também há espera. As reservas são aceitas apenas nas segundas-feiras, para retirar duas semanas após, se houver disponibilidade. E, no máximo, seis Cronuts por pessoa.

A marca Cronut é propriedade da Dominique Ansel Bakery e sua receita guardada a sete chaves, mas já é possível identificar tentativas de plágio em algumas bakeries da cidade, sem muito sucesso.

O Chef Dominique desenvolveu receitas de Cronuts de vários sabores, mas oferece apenas um deles por mês. Em novembro – quando estive lá -, o Cronut do mês era o “Mape pecan with salted sugar” (o da foto). Muito bom, embora não tenha percebido nele nada que pudesse justificar o frenesi ao seu redor.

Se, em sua próxima viagem para Nova Iorque, você se dispuser a encarar as filas e experimentar o Cronut, deixo abaixo os endereços:

Dominique Ansel Bakery – 189 Spring Street (próximo à Estação Spring St, do Metrô);
Site: www.dominiqueansel.com
Site para reservas: www.cronutpreorder.com

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