CPMF? Não dói, não…

Com o aumento do medo – que há muito venceu a esperança -, tenho visto pessoas de boa fé compartilhando mensagens de blogs governistas que repetem a ladainha do José Guimarães, líder do Governo na Câmara: a CPMF vai pegar pesado só com empresas e bancos, mas o cidadão comum nem vai sentir, de tão pequenininha. Sabe aquela conversa para acalmar criança antes da injeção?
Pois saiba que bancos e empresas não pagam impostos, mas apenas recolhem impostos que os consumidores pagam quando compram seus produtos e serviços. Para empresas, impostos são componentes de custo, e são repassados aos preços. É VOCÊ QUEM PAGA! E você já paga mais de 36% de tudo o que é produzido no país…

Mais: embora o Governo tente fazer o Povo acreditar que CPMF é mixaria, projeta arrecadar aproximadamente 30 bilhões de reais com ela, a cada ano. Dinheiro que sairá integralmente do seu bolso, dos nossos bolsos, por via direta ou indireta.

A propósito, já se criou uma CPMF no passado, com o mote de “salvar” a Saúde. O dinheiro foi desviado e a Saúde continuou doente. No começo, aquela CPMF tinha alíquota de 0,25% (lembra?), mas, depois, foi aumentada na calada da noite por duas vezes, até chegar em 0,38%. E o que era para ser provisório, durou 10 anos e, na prática, jamais foi extinta, já que foi substituída por um aumento de IOF (que permanece até hoje). Ou seja, nós continuamos pagando a CPMF antiga, só que com outro nome. E vem o Governo Dilma querendo criar mais uma?
Use a memória para se proteger. Quando estiver quase sucumbindo às argumentações dos governistas, recorde-se da criação do IOF sobre compras no exterior, em 2011. O dólar estava cotado em aproximadamente R$ 2,00, os brasileiros viajavam muito, gastavam lá fora, e era preciso taxá-los para diminuir-lhes o ímpeto gastador e equilibrar a balança comercial. Muito bem. Hoje, o dólar já passou dos R$ 4,00, e o brasileiro quase não viaja mais. E o Governo? Retirou o IOF? Não? Pois é…

Aliás, há quanto tempo você não ouve ninguém reclamar daquele IOF? Muito, não? Pois é…

Governos sabem que, para povo acomodado e resiliente, imposto novo é como anestesia. Ele só reclama da dor da agulhada inicial. Depois, o sono vem…

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